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sábado, 17 de março de 2012

Críticas em forma de arte de Ai Weiwei

Forever Bicycles
O Ai Weiwei é um artista chinês que se destaca pela sua voz critica através da arte contra o governo comunista chinês. É um exemplo de coragem e de persistência. Apesar de ser abordado constantemente pelas autoridades chinesas, Weiwei continua a denunciar a corrupção, a repressão e a violência do regime comunista chinês, nunca olhando as consequências. Ele foi eleito o mais influente na arte contemporânea em 2011
Conheça aqui um pouco da sua obra.
Ai Weiwei
Num país onde ainda é marcado por censura e muitos outros tipos de constrangimentos, continua existir vozes que se erguem para denunciar o que está errado. Vozes destemidas que se ouvem para além da sua própria casa, cidade ou país. Ainda que saibam que nada podem mudar sozinhos, as suas vozes criticas erguem-se acima das nossas cabeças. Vozes como a do artista chinês Ai Weiwei.
Ai Weiwei nasceu em 1957, filho de um poeta activista, cedo este artista mostrou o seu espírito crítico e livre, criando o grupo Stars com apenas 21 anos. Alguns depois, mudou-se para os Estados Unidos da América para estudar e produzir arte durante mais de dez anos: viveu principalmente em Nova Iorque e só voltou a Pequim devido à doença do pai. Aí, dinamizou a cena artística de Pequim e publicou três livros sobre a nova geração de artistas. Contemporâneo e irreverente, já se dedicava à escultura, arquitectura, fotografia, cinema e produção de instalações.
A arquitectura é uma das paixões do Ai Weiwei, que abriu o estúdio FAKE Design, em 2003. O único projecto de arquitectura levado a cabo pelo artista nos EUA (2006) ganhou vários prémios, com destaque para o "Best Private House" da revista Wallpaper.

As exposições da obra deste artista têm corrido o mundo, desde as capitais europeias aos Estados Unidos, à América Latina e ao Japão, onde o artista mostra essencialmente as suas instalações e fotografia.

A partir de 2008, a sua relação com as autoridades chinesas tornou-se mais amarga, quando o artista decidiu apoiar o trabalho de listagem que outro artista estava a desenvolver de todos os estudantes mortos pelo terramoto de Sichuan nesse mesmo ano. Depois de terem espancado o artista numa tentativa de impedi-lo de testemunhar, em 2010 as autoridades chinesas demoliram o seu estúdio de Shanghai e proibiram-no de sair do país.
Entretanto, a repressão não se ficou por aqui. Em Abril de 2011 Weiwei foi preso por alegados crimes fiscais, o que gerou a atenção dos meios de comunicação de todo o mundo para a falta de liberdade na China e levou a movimentos de intelectuais por todo o mundo a exigirem a sua libertação. Foi libertado, passados dois meses, sob condição de não abandonar a cidade de Pequim e não emitir as suas opiniões na Internet. Contudo, em Agosto já Weiwei crticava publicamente as detenções violentas de outros activistas chineses, como Liu Zhenggang, Wen Tao, Hu Mingfen e Zhang Jinsong.

Mais sobre os protesto à favor de Ai Weiwei:
Chineses despem-se pelo artista e ativista Ai Weiwei

Infelizmente, o artista comparado a Andy Warhol é apenas um entre as centenas de dissidentes que têm sido abordados pelas autoridades chinesas desde Fevereiro, numa tentativa do governo para calar as forças opositoras.
“Pequim é um pesadelo. Um pesadelo constante”, Ai Weiwei



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